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Não se pode dizer que governo esteja fazendo ajuste fiscal duríssimo, diz Dyogo

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, afirmou nesta quarta-feira, 13, que não se pode dizer que o governo esteja fazendo um ajuste fiscal duríssimo observando que a meta fiscal deste ano e do ano que vem é de déficit de R$ 159 bilhões. A declaração foi dada durante o Fóruns Estadão Infraestrutura em resposta à crítica do presidente executivo da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústria de Base (Abdib), Venilton Tadini.

Segundo ele, a estratégia do governo é promover o crescimento da economia e, assim, o aumento da arrecadação para, desse modo, melhorar as contas.

"Mas, no meio do caminho, há uma pedra: a Previdência", disse Dyogo, voltando a afirmar que esse é o principal problema do orçamento e que precisa ser atacado com a aprovação da reforma sobre o assunto.

"Prêmio reformas"

O ministro do Planejamento afirmou também que a recuperação da economia brasileira, como tem sido vista nos últimos dados, tem possibilitado um ambiente de maior otimismo e gerado um "prêmio de reformas".

Segundo ele, baseado na situação econômica atual, os indicadores, como o risco País, deveriam estar piores, mas há percepção de investidores e agentes de que as reformas serão aprovadas, principalmente a Previdência, a qual, segundo ele, o governo segue empenhado.

Ele citou os bons resultados econômicos, como a geração de empregos, a saída da recessão, a inflação em níveis baixos, o menor juro básico da economia desde o início de metas e a retomada do crédito. Para a continuidade desse processo, Dyogo reforçou que é necessário avanço na agenda de reformas.

Sobre a infraestrutura, Dyogo afirmou que o País tem gargalos e excesso de demanda nas mais diversas áreas. "Um país que tem pretensões, como o Brasil, de ser competitivo e relevante no cenário mundial, depende de uma boa infraestrutura", completou.

Liberação de recursos

O ministro do Planejamento afirmou ainda que o governo fará uma revisão do Orçamento deste ano após a divulgação da arrecadação de novembro para avaliar se é possível liberar mais recursos hoje contingenciados. "Dependendo dessa avaliação pode ser que tenha ou não tenha uma liberação", disse em conversa com jornalistas após o Fóruns Estadão sobre infraestrutura.

Como mostrou na segunda-feira o Broadcast (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado), cálculos preliminares da equipe econômica apontam para uma arrecadação entre R$ 2 bilhões e R$ 5 bilhões acima do previsto. Assim, o governo poderia liberar recursos dos 24,6 bilhões ainda contingenciados sem afetar a meta fiscal de déficit de R$ 159 bilhões deste ano.

Dyogo afirmou que, pelos últimos dados de arrecadação, percebe-se que "há um movimento amplo de recuperação da atividade no País".

Para o ministro, a queda de 0,9% do varejo restrito em outubro, conforme divulgado nesta quarta pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é pontual. "Nós já esperávamos que resultado não fosse muito positivo, mas é claramente pontual."



Fonte: Estadão Conteúdo





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