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Demanda por aços longos no Brasil e nos EUA deve melhorar, diz Gerdau


A Gerdau acredita em evolução da demanda brasileira e americana por aços longos durante 2018, conforme apresentação da empresa, que divulgou nesta quarta-feira seus números trimestrais.

Na unidade Brasil, a expectativa é de melhora da construção civil, notadamente a residencial — maior destino de seus produtos —, a partir do segundo semestre. A indústria, outro grande cliente, demonstra recuperação gradual, acrescenta a empresa.

No caso das exportações, que cresceram em ritmo menor do que as vendas ao mercado interno no primeiro trimestre, a Gerdau explica que os preços seguem estáveis recentemente, mas em níveis acima do que se observou nos últimos anos.

Para a América do Norte, a construção e a indústria têm perspectiva de aumentar a demanda por aço, conta a companhia. No primeiro trimestre, sua performance já foi beneficiada pela redução das importações após o governo dos Estados Unidos impor tarifa de 25% a produtos siderúrgicos estrangeiros.

No entanto, a Gerdau explica que a divisão americana sofre ainda com a pressão dos custos de sucata e outros insumos.

Sobre aços especiais, há previsão de crescimento do consumo por conta da maior produção de veículos no Brasil e nos EUA — no último caso, destaque para veículos pesados e também petróleo e gás. A Índia tem “perspectivas de crescimento para os próximos anos”, diz.

Enquanto isso, a América do Sul provavelmente terá, estima a companhia, bom desempenho por conta das economias mais robustas no Peru e na Colômbia, principalmente.

EUA

A seção 232, instrumento americano com o qual o governo justificou uma sobretaxa de 25% à importação de aço no país, pode elevar o uso de capacidade instalada da Gerdau na América do Norte dos atuais 80% para cerca de 85%, disse o presidente da companhia, Gustavo Werneck, em entrevista coletiva.

“Essa medida é positiva para nós na América do Norte”, declarou o executivo. “Fornecemos também volumes muito pequenos da nossa produção do Brasil e também fornecemos para o mercado americano, mas a maior parte vendemos vem das próprias operações nos EUA. Mas respeitamos a posição do Instituto Aço Brasil de ser contra a medida.”

Nos EUA, o objetivo da Gerdau é ao longo do tempo evoluir na melhoria de rentabilidade e alcançar uma margem sobre o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) em dois dígitos, afirmou Werneck. No primeiro trimestre, o índice foi de 5,6%.

“Nomeamos recentemente Chia Yuan Wang, que era vice-presidente de suprimentos, para presidir a unidade da América do Norte”, lembrou Werneck. “Ele é um executivo com trajetória de muito sucesso, há mais de 30 anos na empresa, e tem experiência em diversos processos, não só matérias-primas. O principal fator para o termos escolhido foi a habilidade de promover mudanças nos negócios e trazer os resultados positivos que esperamos.”

Um bom sinal para a lucratividade na América do Norte, acrescentou o executivo, é que o cenário aponta para uma continuidade da melhora de preços do aço vendido nos EUA, ao passo que o custo de produção, após a inflação recente de insumos, deve ficar mais estável.

Fonte: Valor





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