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Cruzeiros: operar navio no Brasil custa 40% mais caro


Reflexo da alta carga tributária e da burocracia, operar um navio no Brasil pode sair até 40% mais caro, estimou o presidente da Cruise Lines International Association Brasil (Clia Brasil), Marco Ferraz, durante palestra no auditório da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Ceará (Fecomércio), nessa terça-feira (15).

O debate sobre as perspectivas dos cruzeiros marítimos no Brasil e no mundo, faz parte do Ciclo de Palestras, realizado pelo Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur). "Existem taxas portuárias, custo de porto, impostos e ainda há falta de infraestrutura que torna mais caro trabalhar aqui, sendo necessário contratar ônibus, caminhões", disse.

Entraves e reação

Em decorrência dos entraves, nos últimos sete anos o Brasil vem perdendo navios para China, Austrália, África do Sul e Oriente Médio. Se em 2010 havia 20 navios navegando na costa brasileiras, nas temporadas de 2016/2017 até 2018/2019 foram mantidos apenas sete.

Apesar dos entraves e do número inferior de navios, Ferraz diz que na temporada 2017/2018 - que vai de novembro a abril - o Brasil conseguiu pela primeira contabilizar um crescimento de 15% na oferta de leitos para o turista que desejar aproveitar o verão no País.

"A gente saltou de 380 mil leitos de oferta na temporada passada para quase 500 mil leitos na próxima. Ou seja, um aumento de 120 mil leitos de oferta na nossa costa". Atualmente, o Brasil conta com apenas 500 mil cruzeiristas, número que é pouco para uma população de 200 milhões de habitantes. Nos Estados Unidos, onde há 330 milhões de habitantes, são 12 milhões de cruzeiristas.

Potencial

Segundo Marco Ferraz, apesar deste cenário, o País e Fortaleza ainda têm muito o que crescer no setor. O ideal é começar a trabalhar para promover mudanças imediatamente. "É necessário começar agora pra gerar resultado daqui a três a cinco anos", estima.

Para o secretário de turismo de Fortaleza, Régis Medeiros, a Capital cearense tem tudo para se transformar num "portão de entrada" de navios na América do Sul, tendo em vista a sua localização privilegiada. O protagonismo deverá ser impulsionado principalmente pelo fato de Fortaleza agora contar com uma malha aérea "robusta", viabilizada com a implantação do o hub da Air France/KLM-Gol. 

Fonte: Diário do Nordeste





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